Depois foi viver no Barreiro para casa do seu tio-avô, engrossando a coluna alentejana aí sedeada.
Tinha então 16 anos e aos 18 anos, depois da prestação de provas, entrou nos quadros da Emissora Nacional.
Teve lições de grandes nomes da música portuguesa, Tavares Belo, Fernando Carvalho e Corina Freire.
Em 1965 iniciou a sua vida profissional e logo em 1966 ganhou o primeiro prémio do Festival da Figueira da Foz com a canção "Boca de Amora".
A partir daí coleccionou prémios atrás de prémios, Grandes Prémios TV da Canção e, em 1971 na Irlanda, no Festival da Eurovisão, o de levou o poema "Menina", de José Carlos Ary dos Santos, ficou em nono lugar, um dos melhores de sempre entre os cantores portugueses.
Cantou Ary dos Santos, gravou com José Cid, fez disco colectivo com a participação de Carlos Mendes e, no seu tema "Cancioneiro" foi orquestrada por Jorge Palma.
Com Ary dos Santos gravou quarenta e cinco poemas e este escreveu sobre Tonicha que esta cantava, acima de tudo, o povo ou a mágoa, a alegria ou a dor, com real e profunda comunicação humana, e que Tonicha era, então, depois de Amália, a única intérprete portuguesa com verdadeira dimensão internacional.
Baptista Bastos disse que Tonicha sabe que cantar é amar os outros e dizer-lhes que, apesar de tudo, ainda vale a pena acreditar.
No Cinema estreou-se com António silva e fez Teatro musicado com Ivone Silva.
Agora, a nossa Tonicha regressou à terra que a viu nascer. Acompanhada do seu marido, veio residir para Beja.
Foi uma verdadeira embaixadora de Beja e do Baixo Alentejo e temos o prazer e a alegria de sentir junto de nós a sua figura, simples e despretensiosa, e o seu talento que inundou o mundo da canção.
A Tonicha tudo conquistou, com muita luta e sofrimento. Mas valeu a pena. Beja deve sentir-se orgulhosa por esta sua filha e pela sua carreira artística feita com muito senso e valor.